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MEC fará campanha para esclarecer pontos do novo Enem

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O Ministério da Educação planeja lançar em novembro
uma campanha de esclarecimento aos alunos sobre a nova prova do Enem (Exame
Nacional de Ensino Médio). A campanha abordará o adiamento da
prova, e orientará os alunos a tomar providências que podem evitar
ainda mais atrasos no calendário do exame.

De acordo com o ministro Fernando Haddad (Educação), a campanha
mostrará algumas providencias que os alunos devem tomar para que eles
próprios zelem pela segurança do Enem. “Estamos cuidando
dessa campanha para ganhar os dias de correção que perdemos com
o adiamento, para não comprometer o calendário”, afirmou
o ministro, em audiência pública no Senado.

Como preencher a prova e como utilizar a nota em exames vestibulares serão
algumas das questões abordadas na campanha.

A campanha será veiculada em rádio, televisão e internet,
e deve custar em torno de R$ 200 mil. O ministério cogita convidar o
ator Wagner Moura, Lázaro Ramos ou Selton Melo para atuar na campanha.

Ministro defende que Estado tenha estrutura própria para organizar
concursos

O ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu nesta quarta-feira,
em audiência pública na Câmara dos Deputados, que o Estado
deve ter uma estrutura para atuar na organização de concursos.

Na avaliação de Haddad, as instituições estatais
como o Cespe (Centro de Seleção e de Promoção de
Eventos) e a Esaf (Escola de Administração Fazendária)
já têm inteligência acumulada para garantir maior segurança
dos processos seletivos. “O que eu tenho ouvido é que há
uma preocupação muito grande em relação ao sistema
de provas de concurso e suas vulnerabilidades. Uma solução seria
uma instância estatal de inteligência que possa atuar em parceria
com ministérios e governos para garantir a segurança dos processos
seletivos”, disse. O ministro sugeriu que essa instância seja uma
empresa pública ou uma autarquia.

Alguns parlamentes propuseram que o MEC tenha uma gráfica própria
que pudesse imprimir provas como a do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio),
que foi adiado após o vazamento da prova, e outras avaliações.

O ministro disse acreditar que a Casa da Moeda tenha capacidade instalada para
imprimir provas. “Quando você começa a imprimir uma prova
de concurso, há uma semelhança muito grande com imprimir dinheiro,
porque aquele material vale muito”, comparou.

Haddad defendeu que o Congresso Nacional aprofunde o debate sobre a legislação
dos concursos, inclusive sobre as punições previstas em lei para
o caso de fraudes. ” Será que o tratamento penal está adequado
para crimes que causam transtornos a milhões de pessoas? Porque existem
quebras de sigilo e quebras de sigilo. Nesse caso é um assunto de segurança
do Estado”, afirmou.

Vazamento

A prova do Enem deveria ter ocorrido nos dias 3 e 4 deste mês, mas foi
adiada para os dias 5 e 6 de dezembro após a denúncia
de vazamento do conteúdo.

Cinco pessoas foram indiciadas pelo crime, entre eles estão Felipe Pradella,
Felipe Ribeiro e Marcelo Sena –funcionários da Cetro, uma das três
empresas que compõem o consórcio.

A licitação foi fechada em R$ 116 milhões, e, segundo
o ministério, já haviam sido pagos R$ 35 milhões. Uma parceria
entre a Cesgranrio e a Cespe deve ficar responsável pela aplicação
das novas provas.

Fonte: Jornal Folha de S. Paulo

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