Os fusos horários são faixas imaginárias que dividem a
Terra em 24 faixas idênticas, de modo que cada divisão tenha 15º
de longitude (que correspondem ao ângulo que a Terra gira em uma hora)
de uma faixa a outra, contados a partir de um meridiano inicial e corresponda
à uma hora. Tais faixas foram regulamentadas em 1884, numa conferência
astronômica nos Estados Unidos. Os fusos horários são definidos
a partir do Tempo Universal Coordenado (TUC) em Londres, local onde o Meridiano
de Greenwich divide o fuso determinando a contagem das horas, já que
é o meridiano inicial.. Conforme se passa de um fuso a outro, deve-se
aumentar (a leste) ou diminuir (a oeste) uma hora no relógio. Os minutos
e os segundos continuam os mesmos. Quando alguém vem da Europa para o
Brasil, por exemplo, as horas diminuem. Ao contrário, se for para o Leste,
elas aumentam. Essa é a regra geral.
Toda a região que compreende o interior de um fuso horário possui
a mesma hora, ou seja, toda a limitação de território firmada
entre uma faixa imaginária e outra possui o mesmo horário e isso
é firmado de acordo com os limites políticos de cada país.
Pode ocorrer de países com grande extensão territorial apresentar
diferentes horários, como é o caso do Brasil que possui agora
três fusos horários diferentes.
Os fusos são convenções geográficas que buscam
conciliar "o que estamos vendo" com o relógio, ou seja, se
onde moramos costuma anoitecer às 18h, o tempo marcado pelo relógio
precisa acompanhar esse ritmo. Por isso, em países com grande extensão
territorial, regiões distantes umas das outras, têm horários
diferentes. Embora não seja obrigatório, a maior parte dos países
do mundo adota o sistema. Uma exceção é a China. Maior
que o Brasil, o país asiático tem um fuso apenas, uma decisão
do governo local. Por outro lado, a antiga União Soviética, por
exemplo, com quase todo o território hoje pertencente à Rússia,
tinha 11 linhas de fuso horário.
Meridiano de Greenwich (GMT)
O
Meridiano de Greenwich ou primeiro meridiano (0°), uma linha imaginária
no centro do fuso zero, ficou definido na Conferência do Meridiano como
referência da hora oficial mundial, ou hora GMT ( Greenwich Meridian Time
). Logo o Meridiano de Greenwich é o que passa no ponto médio
(no meio) do fuso , observe que soma de 7,5º a leste de Greenwich com 7,5º
a oeste, corresponderá aos 15º ou um fuso, definindo o Meridano
de Greenwich, como fuso zero. Observação: A partir de 1986, a
hora GMT foi substituído pelo UTC - Universal Time Coordinated que é
uma mensuração baseada em padrões atômicos e não
na rotação da Terra.
Linha Internacional da Data
É a linha que acompanha o meridiano de Greenwich (180º), atravessando
o oceano Pacífico. Por convenção internacional, esse meridiano
determina a mudança de data civil em todo o planeta. Ao ultrapassar essa
linha, exatamente no ponto em que ela se localiza, tem-se de alterar a data
para o dia anterior (a leste) ou seguinte (a oeste) à partida. Aqui,
ocorre o inverso. Quando atravessamos para o oeste, mudamos para o dia seguinte.
A leste, avançamos para o dia anterior. É uma mudança de
dias (hoje e amanhã) e não de horas.
Calculando a hora no mundo
Os fusos horários são contados de 0 a 180º para oeste e
para leste de Greenwich. Como a Terra gira no sentido oeste-leste, a cada 15º,
partindo de Greenwich para o leste, as horas aumentam e para o oeste, diminuem.
Assim, para saber que horas são em uma determinada cidade é preciso
primeiro saber em que meridiano ela está e se está a leste ou
a oeste de Greenwich. Por exemplo: São Paulo está no fuso 45º
oeste. Isso quer dizer que a hora local em São Paulo será 3 horas
a menos que na cidade inglesa. Se em Greenwich são 14 horas, em São
Paulo serão 11 horas. Isso se não estivermos em horário
de verão.
O horário de verão
A adoção do horário de verão é uma forma
de economizar energia elétrica e evitar sobrecarga do sistema e blecautes
no início da noite, quando aumenta o consumo de eletricidade. A medida
não é exclusividade do Brasil e é adotada em muitos outros
países, como Estados Unidos, Japão e também na Europa.
Como na época de verão o dia é mais longo do que a noite,
a idéia é de aproveitar melhor a luz natural. Por isso é
que os relógios são adiantados. Assim, não só se
aproveita mais a luz da manhã, como também a luz do final do dia,
gastando-se menos energia elétrica.
Em regiões que estão muito próximas à linha do
Equador, como o Norte e grande parte da região Nordeste do Brasil, o
horário de verão não costuma ser adotado porque a duração
do dia e da noite é praticamente a mesma durante todo o ano. Já
no Rio Grande do Sul, os dias no verão chegam a ser quatro horas mais
longos que no inverno. No Brasil, o horário de verão foi utilizado
várias vezes ao longo do século XX, mas desde 1985 ele tem sido
adotado a cada ano.
A virada do ano
Em que lugar do mundo o ano vira primeiro? Agora que conhecemos a Linha Internacional
da Data fica fácil responder a essa pergunta. Um lugar pouco badalado
que é um dos primeiros a 'ver' o ano-novo é a cidade russa de
Uelen, na fria região da Sibéria. Uelen está situada no
extremo leste da Rússia, junto ao Estreito de Bering, que divide a Ásia
da América do Norte. Mas são as paradisíacas ilhas do oceano
Pacífico que chamam a atenção do mundo. É para lá
que vão milhares de turistas de vários países até
o último dia de dezembro para comemorar a chegada do ano-novo.
Países como Tonga e Kiribati e as Ilhas Chatham, que pertencem à
Nova Zelândia, estão próximos da Linha Internacional da
Data e separados entre si por alguns poucos minutos. Kiribati, por exemplo,
é um arquipélago cortado pela Linha da Data. Enquanto a capital
Bairiki estará comemorando o 1º de janeiro, as ilhas à leste
– que estão no meridiano 180º oeste – têm que
esperar quase um dia para fazer o mesmo. Igual paciência precisam ter
os habitantes de Samoa Ocidental, também na Oceania.
A doença do fuso horário
O jet lag ou doença do fuso horário é muito comum quando
se atravessa muitos fusos horários em pouco tempo. Esse problema acontece
devido a um descompasso entre os ritmos internos do organismo e os externos.
Além da queda no desempenho e na concentração, a doença
pode resultar em irritabilidade, cefaléia, taquicardia e alteração
dos padrões de sono e fome. Ela também é comum em pessoas
que estão submetidas a turnos irregulares de trabalho.
A adaptação a um novo fuso horário pode levar de 3 a 18
dias. Evitar café e bebidas alcoólicas e ter uma boa noite de
sono na véspera da viagem são as principais recomendações
para ajudar o organismo a acostumar-se ao novo ritmo.
Por que a redução de quatro para três fusos no
Brasil?
Desde 25 de junho, o Brasil deixou de ter quatro fusos horários.
O território brasileiro está localizado a oeste do Meridiano
de Greenwich (fuso zero), abrangendo o fuso -2, fuso -3 e fuso -4 (não
existe mais o fuso -5), isto quer dizer que em virtude da sua grande extensão
territorial, em vez de quatro fusos. O primeiro fuso (-2 horas GMT) sobre as
ilhas oceânicas e mais 2 fusos (-3 e -4 horas em relação
a GMT) sobre o território Brasileiro. O horário de Brasília
(horário oficial brasileiro) continua -3 horas em relação
ao GMT. Portanto todo horário sob território brasileiro é
atrasado em relação a hora GMT ou UTC. A imagem mostra a nova
configuração dos fusos sobre o território brasileiro de
acordo com a nova legislação.
Com a extinção do fuso localizado no extremo-oeste da região
Amazônica, os moradores do Acre, de parte do Amazonas e de parte do Pará
tiveram que ajustar seus relógios. O Acre, que estava duas horas atrás
em relação ao horário de Brasília, fica agora com
uma hora de diferença. O Pará ficou com o mesmo horário
do Distrito Federal. No Amazonas, onde parte dos municípios tinha duas
horas de diferença com a capital federal e outra parte tinha uma hora,
a diferença agora é de uma hora em relação a Brasília,
em todo o Estado.
A região amazônica está muito perto da linha do Equador,
então a luminosidade é maior, o que ajuda. No caso do Amazonas,
por exemplo, os dois fusos que cortavam o Estado causavam transtornos. Se alguém
localizado no extremo-oeste do Estado quisesse falar com Manaus, precisaria
estar atento aos horários locais, principalmente em órgãos
públicos.