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Capa Biografias
Teófilo Dias de Mesquita nasceu
na cidade de Caxias, no Maranhão, a 8 de novembro de 1854. Era filho de Odorico
Antonio de Mesquita e de Joana Angélica Dias de Mesquita. Faleceu na cidade de
São Paulo, a 29 de março de 1889. Patrono da cadeira nº 36 da Academia Brasileira
de Letras.
Pertencia à família do consagrado poeta Antônio Gonçalves
Dias, de quem era sobrinho. Os primeiros estudos de Teófilo foram feitos no
Liceu de Humanidades, em São Luís, capital da Província do Maranhão.
Em 1875 já residia no Rio de Janeiro, onde encontrou abrigo
no convento de Santo Antônio. Completou sua formação cultural matriculando-se na
Faculdade de Direito de São Paulo, na qual concluiu o curso em 1881.
Embora exercesse a militância na advocacia, dedicou-se,
também, ao jornalismo, ao ensino e à poesia. Casando-se com uma filha de Martim
Francisco, da família Andrada, ingressou na política, filiando-se ao Partido
Liberal. Em 1885 era eleito deputado provincial.
Cultivou íntimas relações de amizade com Assis Brasil, Lúcio
de Mendonça, Valentim Magalhães e, principalmente, com Afonso Celso de Assis
Figueiredo Júnior, cujo pai, o visconde de Ouro Preto, seria o último presidente
do Conselho de Ministros do Império, derrubado em 15 de novembro de 1889. A
amizade com Afonso Celso Júnior, teve com conseqüência, a escolha de seu nome,
como patrono da cadeira nº 36, da Academia Brasileira de Letras.
Da obra de Teófilo Dias merecem especial destaque: Flores
e amores, Caxias, 1874; Cantos tropicais, São Paulo, 1878; Fanfarras,
São Paulo, 1882; Lira dos verdes anos, São Paulo, 1878 e A comédia
dos deuses, São Paulo, 1888.
Colaborou Teófilo em Província de São Paulo, em A
República, na Revista Brasileira, de José Veríssimo e em outras
publicações.
Lecionou Gramática Filosófica e Francês no Colégio Aquino.
Sua poesia, influenciada, a princípio, pelos líricos franceses, foi, aos poucos,
assumindo novas formas, de acordo com a tendência geral da época.
Na introdução ao poema de Teófilo Dias - A comédia dos
deuses - o escritor português Pinheiro Chagas publicou o seguinte
comentário:
"A língua portuguesa no Brasil, manejada por um escritor de
pulso, como o senhor Teófilo Dias, enriquece-se de um modo estranho; toma nova
fulgurações, como os pobres pirilampos da Europa, que na América do Sul se mudam
em aladas estrelas.
A metrificação
variada, mas variada com arte infinita, presta uns misteriosos efeitos a algumas
das suas cenas mais dramáticas".